Artista belga Hermann Huppen vence o Grand Prix do Festival de Angoulême 2016

Festival HQ Angouleme

Envolto em polêmica por ignorar as mulheres numa lista de 30 indicados ao prêmio principal, o Festival de Angoulême 2016 anuncia como o grande vencedor do ano (Grand Prix), o artista Belga, Hermann Huppen, que assina apenas com o primeiro nome. A premiação é considerada uma das mais importantes dos quadrinhos na Europa. Hermann foi um dos que protestaram e decidiram boicotar a premiação, ao lado de nomes como Milo Manara, Alan Moore, Brian M. Bendis. A artista francesa Claire Wendling chegou a pedir aos seus fãs e amigos que não votassem nela para a premiação, através das redes sociais. Apesar de Hermann relutar em aceitar a honraria, o artista foi convencido por seus amigos a receber o Grand Prix, prêmio dedicado aos profissionais da área pela contribuição à arte dos quadrinhos, a Arte Sequência ou Nona Arte, como também é conhecida. Em 2014, o prêmio principal foi concedido para o norte americano, Bill Watterson, criador de Calvin e Harold. O japonês Katsuhiro Otomo, consagrado por Akira, recebeu o prêmio em 2015.

Hermann, de 77 anos, é mais conhecido por sua série em quadrinhos pós-apocalíptica, Jeremiah (1979), que deu origem a uma série de TV de Ficção Científica, produzida por J. Michael Straczynski, criador de Babylon 5. No Brasil, o artista belga chamou atenção por seu excepcional trabalho na Graphic Novel, Caatinga (1997), que retrata a vida difícil dos nordestinos brasileiros e a formação dos bandos de cangaço. O trabalho foi lançado primeiro no exterior. Publicada por aqui pela Editora Globo em 1999, teve merecida vitória no Troféu HQ Mix. Nascido em 1938, em Bévercé, na Bélgica, Hermann começou a ilustrar quadrinhos desde os anos 60. Ao longo da carreira, produziu trabalhos de destaque como Bernard Prince (1969–1980), Comanche (1972–1983), Jugurtha (1975–1977), Les Tours de Bois-Maury (As Torres de Bois-Maury, 1984-2006), Sarajevo Tango (1995), The Girl from Ipanema (A Garota de Ipanema, 2005), Afrika (2007). Diversos de seus quadrinhos desde 1995 foram desenhados com base nos roteiros de seu próprio filho, Yves Huppen, como o mais recente trabalho, Une Nuit de Pleine Lune (Uma Noite de Lua Cheia, 2011). Seguindo a tradição, o vencedor de um ano preside o Juri do Grand Prix do ano seguinte e será o responsável pelo cartaz oficial do evento. Ou seja, Hermann Huppen.

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Publicado em 28 de janeiro de 2016, em QG HQ e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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