Brasil inscreve Que Horas Ela Volta? como representante para o Oscar 2016

Que Horas Ela Volta? recomendado pelo Brasil para o Oscar 2016

Que Horas Ela Volta? recomendado pelo Brasil para o Oscar 2016

Todos os anos, uma comissão do Ministério da Cultura analisa entre diversos filmes lançados no ano, aquele que representará o Brasil para disputar a espremida categoria Melhor Filme Estrangeiro do Oscar, famoso prêmio do cinema, distribuído pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood, dos Estados Unidos. A comissão deste ano escolheu o drama Que Horas Ela Volta? da diretora Anna Muylaert, com Regina Casé e Camila Márdila. Apesar do filme não ter conquistado o grande público no Brasil até o momento, ele vem chamando atenção no mercado internacional, atraindo grande público, ganhando prêmios e conquistando o respeito da crítica especializada, tanto de fora, quanto nacional. Especula-se que o filme pode até render indicações para Regina Casé na categoria de Melhor Atriz.

A revista britânica Screen se rendeu ao filme Second Mother (como é conhecido lá fora) e sua principal atriz: “Tocante, divertido, perceptivo e simples demais para envolver o grande público. (…) Atuação hilária, inteligente e espirituosa de uma veterana atriz brasileira, comediante e apresentadora de TV, Regina Case, cercada por um sólido elenco coadjuvante”. Para os britânicos, o filme poderia facilmente ser o candidato brasileiro para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e nesse caso, teria grandes chances de levar o prêmio. O filme recebeu nota 8, no Internet Movie Data Base – IMDB, 96% de críticas positivas no Rotten Tomatoes, 82 pontos no Meta Critic, além de ótimas críticas do jornal britânico The Guardian, da equipe do crítico Roger Ebert e do jornal norte americano especializado em cinema Variety. A jornalista Sidney Livine do portal Indiewire, dedicado ao cinema independente, definiu a protagonista do filme como uma super heroína da realidade brasileira. Para o portal, o filme brasileiro pode entrar na lista de indicados a filme estrangeiro do Oscar, junto com o húngaro Filho de Saul, o francês Dheepan, o mexicano Gueros e o turco Mustang.

A carreira internacional do filme vai bem. Premiado no Sundance Film Festival com o Prêmio Especial do Júri, concedido às atrizes Regina Casé e Camila Márdila e também no Festival de Berlim com Prêmio do Público na mostra Panorama, o filme teve lançamento programado em mais de 20 países, sendo lançado na Europa antes mesmo do Brasil. Na Itália, em mais de 70 cidades, ficou entre as maiores bilheterias e, na França, foi lançado no final de junho em mais de 90 cidades.

Estrelada por Casé, a película narra a história de uma mãe, Val, que deixa a filha Jéssica no interior de Pernambuco para trabalhar como babá em São Paulo. Depois de 13 anos distantes, a filha precisa morar com a mãe em São Paulo para fazer vestibular de Arquitetura. Surge, então, o conflito pela atitude subserviente da mãe diante de seus empregadores. A filha, instruída com outros valores, não aceita a condição da mãe e tenta burlar as regras sociais estabelecidas. Um conflito de classes retratado num microcosmo familiar. Apesar da densidade dramática abordada no tema, da complexidade da trama e da representação de seus personagens, o filme é bastante elogiado por sua abordagem leve, com bom humor e sensibilidade. Ponto para a diretora e roteirista (Muylaert) e as atuações marcantes de suas atrizes principais.

Com a escolha da obra de Muylaert, outros filmes analisados ficaram de fora como A História da Eternidade, Alguém Qualquer, Campo de Jogo, Casa Grande, Entrando Numa Roubada, Estrada 47 e Estranhos. Mas a recomendação do Ministério da Cultura do Brasil, não é uma indicação certa para o Oscar. Outros mais de 70 países também enviam suas recomendações. Segundo as regras do Oscar, cada país só pode recomendar um filme por ano. Depois, a Academia de Hollywood forma sua própria comissão para analisar os recomendados para a categoria de Melhor Filme Estrangeiro e reduzir a lista nos cinco indicados que será divulgada por volta de janeiro de 2016.

Leia mais em:

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Publicado em 11 de setembro de 2015, em Tapete Vermelho e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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